Planejamento, vida e morte de uma empresa 11 meses ago

A vontade de empreender e ser dono do próprio negócio é comum a grande maioria das pessoas.

E em tempos de dificuldades econômicas muitos, decidiram investir em um negócio próprio para fugir da crise econômica, e abriram a própria empresa.

Algumas  dessas empresas nasceram de uma boa oportunidade de fazer dinheiro, outras da necessidade de sobreviver em tempos difíceis, algumas ainda de um sonho antigo e da vontade de transformar em profissão a atividade que domina, que alguns chamam de monetizar o sonho.

Cada negócio é um caso a parte, diferente de todos os outros. Tem suas peculiaridades, pessoas diferentes administrando cada setor, interesses diferentes. As possibilidades são infinitas . Porém, independente do quanto sejam diferentes, uma característica é sempre comum: Se não houver um mínimo planejamento a empresa tem 99% de chance de falir.

E não são poucas as vezes que durante o ano ouvimos alguma variação da seguinte frase:

A empresa de Fulano quebrou “de uma hora pra outra”.

Será que é assim mesmo, “de uma hora para outra”, ou é consequência da falta de planejamento?

Planejar não é comigo

Normalmente o perfil do empreendedor é de alta execução, ou seja, logo que vê serviço ou oportunidade já começa a agir. “Planejar não é comigo” é o lema desta turma.

Outros podem dizer que “planejar é perder tempo”, ou ainda, “para que planejar se na maioria das vezes não acontece exatamente da forma que foi arquitetado?”

Respeito todos os pontos de vistas, mas sou da opinião de que a execução de qualquer tarefa deve ser precedida de planejamento, seja comercial, financeiro, produtivo, marketing, etc.

Há exceções, como no caso de acidente ou quando o veículo ou casa está pegando fogo, ocasiões em que é necessário agir rapidamente, pois do contrário pode ser tarde para salvar vidas.

E mesmo nessas ações em que não há um planejamento extensivo anterior, pois as condições não permitem, há sempre um plano de ações a serem tomadas para evitar desastres ainda maiores.

O planejamento de uma empresa deve prever essas situações adversas em que se tem pouco controle do cenário e criar planos de ação para minimizar impactos. Assim como os bombeiros não podem controlar o cenário, por exemplo, de um acidente de carro eles sabem exatamente o que deve ser feito para evitar maiores tragédias.

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Taxa de mortalidade

A taxa de mortalidade mede a quantidade de empresas que não sobrevivem aos seus primeiros anos de vida. E embora ela tenha diminuído nos ultimamos anos, ainda continua muito alta.

Uma pesquisa do Sebrae referente à mortalidade nos primeiros dois anos de atividade de micro e pequenas empresas no Brasil apontou:

Ano Mortalidade

  • 2008 – 45,8%
  • 2009 – 44,6%
  • 2010 – 23,8%
  • 2011 – 24,2%
  • 2012 – 23,4%

Se tomarmos o ano de 2012 como referência, que sofreu significativa melhora, observamos que 23,4% das micro e pequenas empresas do Brasil fecharam suas portas nos primeiros dois anos de fundação. É pouco tempo de vida para quase um quarto delas

Saiba mais sobre a pesquisa do SEBRAE: http://bit.ly/mortalidade-de-empresas

Na pesquisa acima mencionada, o Sebrae perguntou aos empreendedores quais fatores poderiam ter contribuído para não perder suas empresas em tão pouco tempo e as respostas foram as seguintes:

  • 52% – menos encargos e impostos
  • 28% – mais clientes
  • 21% – créditos mais facilitados
  • 18% – planejamento do negócio
  • 15% – mão de obra mais qualificada
  • 13% – gestão financeira mais eficaz
  • 10% – consultoria empresarial
  • 6% – nenhum
  • 5% – acordo entre os sócios

Acredito que o motivo realmente prejudicial a qualquer negócio é a falta de planejamento.

Uma vez que é possível prever que encargos e impostos são altos, se há disponibilidade de clientes, se o negócio necessita de investimento e se há quem esteja disposto a financiar, se o mercado possui mão de obra qualificada. também é possível que o contador envolvido no planejamento financeiro e administrativo perceba, antes de iniciar o negócio, ser necessário investir na gestão, arrumar o preço de venda, detectar “torneiras de gastos que estejam abertas demais”.

Se perguntarmos a estes empreendedores se fizeram o planejamento antes de constituir o negócio, é provável que menos de 10% dos empreendedores tenham feito.

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Planejamento é fundamental

É o planejamento que irá ditar os rumos do negócio, a melhor forma de conquistar clientes (e de fidelizá-los), como serão tratadas as contas a pagar/receber e como evitar que aconteçam pagamentos indevidos de impostos ao governo.

Se quiser saber mais sobre pagamentos indevidos clique no link http://bit.ly/pagamentos-indevidos

É imprescindível que o planejamento seja feito antes de começar o novo empreendimento, mas não somente nesta ocasião.

A revisão anual é vital para, primeiramente, analisar o desempenho do ano que passou ou está prestes a terminar, e então promover os ajustes necessários para o futuro.

Não planejar é o mesmo que tirar ferias sem saber para onde vai, onde vai ficar, o que vai fazer e quando vai voltar. As chances de dar tudo errado são imensamente maiores do que com planejamento antecipado.

O que você deseja que aconteça com a sua empresa no próximo ano? Quanto pretende lucrar? Será necessário algum ajuste? Não deixe de responder a estes questionamentos e a tantos outros que surgirão enquanto analisa o desempenho do exercício que está findando e projeta o futuro.

Mesmo que a expectativa para o próximo ano seja de muitas dificuldades, com problemas capazes de forçar o fechamento da empresa, não é preciso deixá-la quebrar, você sempre pode encerrar antes de perder muito dinheiro.

O planejamento constante permite ver claramente o futuro e tomar decisões no presente para ter garantido o amanhã.

Você costuma planejar? Se a resposta é sim, então receba os parabéns de todo o time da Woelfer!

Mas se a resposta é não, recomendo que comece agora mesmo e não deixe o seu futuro por conta da sorte. E se você precisa de ajuda com o planejamento do seu negócio, entre em contado conosco. Somos especialistas no seu sucesso.

Afinal de contas:

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe pra onde ir.

Sêneca

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